Primeiro campeonato nacional de drones

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campeonato de drones

Estudantes de dois colégios federais do Rio — Cefet e Pedro II — representam os cariocas na primeira competição nacional de drones, a Fórmula Drone SAE Brasil, que acontece neste fim de semana, em Minas Gerais. Os adolescentes construíram seus próprios equipamentos voadores para participar da disputa, que reune doze equipes de três estados: Rio, São Paulo e Minas.

Para os estudantes do Cefet, no Maracanã, garantir uma vaga no evento já foi uma conquista. Sem experiência em construção de drones e sem dinheiro para comprar as peças, os jovens contaram com doações de professores e uma vaquinha virtual, que arrecadou cerca de R$ 4.500, para custear o equipamento e as despesas da viagem.

— É a primeira vez que vamos sair do Rio para uma competição, estamos muito empolgados. Nossa expectativa é ganhar experiência — diz William de Oliveira Silva, de 16 anos, responsável por pilotar a máquina.

A equipe, batizada de Robótica Maracanã, é formada por 15 alunos dos cursos técnicos de informática, eletrônica e mecânica. Por trás dos estudantes, estão os professores João Quadros, de 53 anos, e Luís Amaral, de 61, que há cinco meses acompanham a montagem do drone em um dos laboratórios da unidade.

— Eles nunca tinham visto um drone na vida. Não imaginavam como construir e nem sequer como programar um desses. Quando as peças chegaram, em janeiro, eles se viram diante de um verdadeiro quebra-cabeças — conta João Quadros.

CINCO MISSÕES

Os adolescentes chegaram na quinta-feira à cidade de Itajubá, no sudoeste mineiro. Na sexta-feira, as equipes foram reunidas para apresentarem seus drones. As provas começam neste sábado. Durante o fim de semana, os drones construídos pelos cariocas terão que cumprir cinco missões: decolar, pousar, coletar um objeto e soltá-lo em um alvo, medir distância durante o voo e passar por um túnel.

Para os estudantes do Cefet, a expectativa maior é pela última missão. Por falta de tempo, a equipe não conseguiu ensaiar a manobra.

— O tempo foi curto, acabou que não conseguimos ensaiar com o drone alguns dos desafios, como a passagem por túnel. Mas estamos confiantes — diz William.

Enquanto o grupo se debruçava sobre a montagem do equipamento três membros da equipe se dedicavam à arte de pilotar drones. Os treinos foram feitos com um equipamento pequeno, comprado especificamente para isso, e em um simulador no computador.

Única representante mulher da equipe, a adolescente Naomi Nitahara Toribio, de 16 anos, não se deixou intimidar por ser minoria no grupo. Aluna do curso de informática, contribuiu na parte de programação.

— O maior desafio foi calibrar o equipamento . Eu já pensava em mexer com robótica e achei que essa seria uma boa oportunidade para aprender — diz ela.

Os prêmios para as três melhores equipes serão troféus, medalhas e certificados acadêmicos. Na opinião de João Quadros, no entanto, a maior recompensa é a visibilidade.

— Eles vão ganhar exposição para representantes de empresas que estarão lá, na condição de julgadores. O Cefet já participou de outras competições, como olimpíadas de matemática e robótica, e muitos alunos conseguiram vagas de monitoria em universidades ou estágios em empresas após participar dessas competições — diz.

 

FONTE EXTRA GLOBO.COM

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